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Opinião
04/08/2021

Barcelos Popular -" A meio caminho"

Por Carlos Eduardo Reis 


Cumprida a formalização da candidatura da coligação Barcelos Mais Futuro, encerramos a primeira fase do processo para as eleições de 26 de Setembro.

Uma solução política diferente da tradicional, que compreende uma plataforma de entendimento entre dois partidos políticos e um movimento independente, gera sinergias positivas mas naturalmente também gera incompreensões.

Se no início deste processo enfrentamos a turbulência típica que advém do imediatismo com que se faz e entende a política nos dias de hoje, evoluímos dia a dia, semana a semana, para um projecto agregador, plural, transversal.

Uma equipa alargada que representa a única alternativa a este executivo municipal, principal responsável pelo atraso, infelizmente consensual, que a nossa terra enfrenta, sobretudo comparada com os parceiros de quadrilátero.

Os últimos meses foram de auscultação, debate, engajamento, de recrutamento daqueles que serão os portadores da mensagem e do projecto político que queremos ver sufragado pelos Barcelenses.

Neste particular, importa realçar a abrangência territorial desta Coligação, com a apresentação de candidatos próprios em 59 freguesias e apoio a duas candidaturas independentes. Estamos a falar de mais de 1800 homens e mulheres que não se conformam com a visão curta, a ambição pobre e a realização inexistente deste executivo municipal. Barcelos pode e deve ser mais.

Entramos agora no período mais estimulante desta contenda autárquica, em que somos todos convocados a debater as prioridades e a apresentar as soluções que uma candidatura que quer ser governo local exige.

Para merecermos a confiança dos Barcelenses não basta apontar o dedo, identificar a falha, temos de ser capazes de mostrar que não vale a pena insistir num modelo de governança sem estratégia.

Saibamos explicar como vamos “virar” a cidade, como vamos dar oportunidade a todos os jorvens de praticar desporto com possibilidades de competir com vizinhos nacionais e internacionais, como priorizamos o cuidado na infância e o envelhecimento activos dos mais velhos.

Tenhamos a capacidade de pôr os Barcelenses diante de uma cidade com dinâmica cultural, que tenha orgulho nas suas tradições porque também elas significam desenvolvimento económico.

Há anos que Barcelos precisa de uma zona industrial adaptada às novas exigências do mercado e que esteja ao nível dos nossos empresários. Um concelho moderno tem a obrigação de criar estas condições para atrair investidores.

Mas essa atração de que falo também só se alcança devolvendo credibilidade e estabilidade aos Paços do Concelho.

Da requalificação da rede viária à já recalcada necessidade do Hospital, da eliminação das passagens de nível à criação da cidade amiga do ambiente, do olhar que o futuro e a sustentabilidade merecem com um novo conceito de smart city à potencialidade da nossa tradição gastronómica.

Este é o desafio. Já apresentamos os melhores protagonistas, temos agora a oportunidade de falar sobre o concelho que queremos construir.


Vamos a isso!